domingo, outubro 17, 2010

Para os que assistiram Tropa de Elite 2

Retratando uma das realidades que assolam nosso país, o filme, mutatis mutandis, faz alguns paralelos a estórias bem específicas do contexto político brasileiro.

Para uma resenha bem detalhada desses paralelos, vale a pena conferir o site Ambrosia (clique aqui). Não só apresentando as devidas comparações, o site também remete o leitor a links das reportagens da época.

Em época de eleição, isso nos dá alguns contornos de como somos facilmente manipulados pelos meios de comunicação em massa.

sexta-feira, outubro 01, 2010

I Semana de Pesquisa Jurídica da UFC

O Centro Acadêmico Clóvis Beviláqua, entidade estudantil da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará, realizará, de 11 a 13 de novembro, a I Semana de Pesquisa Jurídica.

O objetivo é divulgar as atividades de pesquisa dos alunos de Direito e de grupos de áreas afins que desenvolvem estudos na graduação e na pós-graduação, bem como proporcionar a integração entre a comunidade acadêmica. Podem participar estudantes do curso de Direito e de outras áreas que desenvolvem pesquisa no campo jurídico, em qualquer instituição de Ensino Superior reconhecida pelo MEC e que estejam com matrícula regular.

As inscrições dos trabalhos acontecerão até as 23h59min do dia 17 de outubro, através do e-mail: semanadepesquisa@gmail.com.Os melhores trabalhos serão organizados para a confecção de um livro. Para fins de publicação, eles deverão ser enviados em formato de artigo completo. Mais informações através do telefone (85) 3366.7826.

Fonte: Centro Acadêmico Clóvis Beviláqua, da Faculdade de Direito da UFC - fone (85) 3366.7826

 

Obs: O edital se encontra disponível na sede do Centro Acadêmico Agerson Tabosa.

sexta-feira, março 19, 2010

É a ciência uma questão de fé?

Qual a menor distância entre dois pontos?
Todos saberiam dizer que a resposta é uma reta. Ok.
Quando tratamos de distância, obrigatoriamente, estamos tratando de espaço.
Mas, o que é um ponto no espaço?
Analisando a geometria, parte da matemática responsável pelo estudo do espaço, podemos perceber que tudo engloba o conceito de ponto. Uma reta é um conjunto de pontos traçados num plano seguindo uma única direção. Uma circunferência é um conjunto de pontos de um plano que estão a uma certa distância entre si de outro ponto, o centro. Este é um ponto equidistante de outros pontos num determinado plano. Desse modo, notamos que a noção de ponto é fundamental para o estudo do espaço. No entanto, paradoxalmente, para conceituar ponto podemos recorrer a tudo, menos o espaço. Não há como se determinar, precisamente, um ponto no espaço, visto que, se partirmos de uma visão microscópica, o mesmo sempre poderá ser identificado como figuras e não pontos. Um ponto no papel será um círculo. Um ponto desse círculo será outro círculo. E assim ad infinitum. Logo, podemos dizer que um ponto não pode ser mensurado; sem dimensão, portanto.
Trata-se de uma convenção nossa, em que aceitamos, como regra, sem consciência alguma disso, muito menos de suas implicações.
Manuel Soares Bulcão Neto, no livro Sombras do Iluminismo, vai mais além, prescrevendo que "todas as leis que descrevem relações estáveis e comportamentos gerais (por exemplo: dado x e y, então z ocorrerá), quando aplicadas a casos concretos, "jamais" traduzem-se em resultados cem por cento certos". Os exemplos podem ser os mais variados. Se, utilizando-se do exemplo do autor do livro, tentarmos aplicar a fórmula de Newton para a força gravitacional (F = G.m1.m2/d²), tendo em vista a Terra e a Lua, deparar-nos-íamos com inúmeros problemas que são, via de regra, desconsiderados: saber com absoluta precisão as massas envolvidas, a distância entre os corpos e a própria constante G, a qual compreende em suas formulações outras grandezas imensuráveis. Ora, diante disso, "Como essas invariantes, cujas grandezas são intrinsecamente imprecisas, figuram nas fórmulas que expressam as leis da Física (p.ex., E = m.c², F = G.m1.m2/d², etc.), a conclusão, portanto, é que toda lei estabelece para si mesma uma margem de indeterminação e incerteza". É assim que "a imprecisão imanente a todas as grandezas concretas, contém também em si o seu contrário: o Acaso".
Com isso, vemos que a ciência é baseada em dogmas, postulados e leis não tão precisas como imaginamos. As premissas, muitas vezes, não são bem esclarecidas. Estamos, até mais do que pensamos, sujeitos ao acaso, sem nem mesmo ter consciência disso.
Pra mim, talvez precisamos ter mais fé para com a ciência - porque sabemos, absolutamente, que ela nunca vai nos ser capaz de responder todas as questões da vida, mas, ainda assim, acreditamos nela - do que para com quaisquer religiões, pois, ao menos, estas nos deixam o benefício da dúvida.

Edvaldo Moita

sábado, janeiro 09, 2010

Fragmentos de um pensar: Publicidade e Consumo.

O ENCANTAMENTO DO HOMEM MODERNO E O FETICHISMO CONTEMPORÂNEO

De acordo com Carone (1989, p. 25) o fetichismo torna possível a falsa apresentação social da mercadoria. Esta, encantada pelo fetichismo esconde seu processo produtivo e se apresenta como possuidora de valores humanos. Vejamos: “ela reaparece, no final da análise, como um objeto não trivial, não como um meio para atender a um fim”.

Logo, as mercadorias não carregam consigo suas trivialidades e assim encantam o homem em suas aparições sociais. Tais encantamentos se dão através de valores divinos atribuídos a elas (antropomorfismo). Marx chamou esta divinização da mercadoria de fetiche. (CARONE, 1989). Fetiche porque esconde os processos produtivos da mercadoria, ou seja, todo o trabalho humano necessário para torná-la possível. Fetichizada, a mercadoria parece ter existência por si mesma distante de qualquer tarefa humana.

Já que este nosso trabalho se dispõe a analisar a publicidade e seu desenvolvimento técnico e sedutor até localizar-se na pós-modernidade, é pertinente a verificação das diferenças dos fetiches desenvolvidos por Severiano. O primeiro se estabelece no início da sociedade industrial, presenciado e criticado por Marx, e o segundo é o fetiche e seu valor-signo, encontrado na pós-modernidade. Possível através da modernização publicitária que tornou real o desenvolvimento da sociedade de consumo.

Na sociedade atual, os objetos de consumo não podem ser identificados por nacionalidade ou país de origem. Isso, devido às marcas que ao se desmaterializarem carregam valores que superam seu processo produtivo e sua nacionalidade. Logo, a pós-modernidade apoiada na publicidade possibilita apresentar os produtos de hoje como “produtos globais”, pertencentes a todos os países e ao mesmo tempo a lugar algum. (SEVERIANO, 2007).

As marcas e seu poder de encantamento

As marcas possibilitam uma identidade aos “produtos globais” através dos signos que a publicidade manipula tão bem. Hoje em dia, os produtos se desmaterializam mediante sua forma sígnica mais abstrata. Ou seja, as mercadorias se desvinculam de sua forma material mediante a publicidade e recebem uma associação que agrega à mercadoria valores e qualidade humana. (SEVERIANO, 2007). Ainda para maior esclarecimento deste cenário contemporâneo onde o homem pós-moderno encontra-se, Severiano (2007, p. 53) nos mostra que as mercadorias com a ajuda da publicidade ganham dimensão simbólica nunca antes vista.

Com a atual expansão, sem precedentes, de uma infinidade de objetos de consumo, não só as relações sociais de trabalho ficam camufladas, na forma de mercadoria, como se incorporam a ela, cada vez mais, poderes imateriais. Agora, a mercadoria além de incorporar/ alienar as relações sociais que produziram, também incorporam e alienam aspectos subjetivos referentes à felicidade, liberdade, personalidade e realização humana. O que à época de Marx tinha uma aparência de ‘coisa’- a mercadoria – desmaterializa-se e passa ter uma aparência de ‘signos’, absolutamente intercambiáveis em suas significações. Ou seja, a transformação do objeto em valor-signo continua a encobrir o caráter social do trabalho, pois o objeto continua a ser mercadoria, só que, como essa mercadoria/objeto consumo é, agora, predominantemente valorada em seus aspectos sígnicos, até a sua natureza material tende a diluir-se e o que aparece é o movimento de signos.

Para Severiano, os “produtos globais” no mercado capitalista pós-moderno em uma análise aparente, apresentam-se autônomos no que se refere ao trabalho material humano. Esta pseudoautonomia do objeto permite que haja uma inversão de papéis, o homem passa a ser o objeto despotencializado e a mercadoria com a ajuda da publicidade ganha autonomia para representar a felicidade, liberdade entre outras potencialidades humanas. A sociedade atual não compra apenas objetos, pois, a publicidade vende “estilo” e “atitude”.

Havendo assim um duplo ocultamento, o indivíduo não se conhece como produtor da mercadoria e não percebe mais a materialidade dos objetos, que nesta relação fetichizada encobre as mercadorias pelos signos que se referem aos objetos aos quais faz referência. Por conseguinte, a postura do homem pós-moderno diante dos “produtos globais” recebe o conceito segundo Severiano de “sociedade de consumo”, onde o valor da mercadoria concentra-se nos signos que sempre devem ser mantidos. (SEVERIANO, 2007).

Para ela, a simples mercadoria que ainda se demonstrava como coisa no século XIX e na modernidade, na pós-modernidade passa a ser objeto-fetiche e não guarda mais em si nenhuma característica de “coisa”. Utilizando-se dos elementos mágicos da publicidade eles possuem “estilos de vida”. O fetiche da mercadoria era quem dava característica material para as mercadorias e deixava transparecer a utilidade de cada produto. Com os recursos gráficos que o capitalismo desenvolveu a mercadoria pós-moderna ganha magia e de tanto deixar o receptor encantado em frente aos anúncios publicitários fazem seus receptores esquecer da “utilidade” de cada produto. Para melhor explicitação dessa diferença delicada, mas que, estrutura de maneira tão diferente os indivíduos ao ponto de merecer uma nova conceituação de fetiche da mercadoria para objeto-fetiche de consumo: “considerando que a compreensão do objeto-fetiche não se esgota na análise do fetichismo da mercadoria, uma vez que está tratando-se também de processos simbólicos” (SEVERIANO, p. 55) É necessário usarmos a argumentação de Severiano, (2007, p. 55) que se utiliza de Freud, para melhor entendermos o que significa fetichismo:

(...) Freud refere-se ao fenômeno do fetichismo como: ‘aqueles [casos] em que o objeto sexual normal é substituído por outro que conserva alguma relação com ele, mas é inteiramente inadequado para servir ao objeto sexual normal’.

Ainda nos utilizando das ideias de Severiano (2007 p. 56) para melhor compreensão do assunto: as duas condições para a ocorrência do fetichismo de consumo são:

‘o fetiche lugar do objeto normal’, ou seja, o objeto/marca, ao pretender realizar os desejos dos indivíduos, dotando-os de personalidade e estilo, resolvendo impasses e conflitos interpessoais, suprindo sua solidão e diferenciando-o dos demais, toma o lugar do próprio indivíduo como sujeito psíquico e social e, de suas experiências, na relação com a alteridade. Este seria o espaço original, onde a trama da personalidade, dos conflitos intra e interpessoais, da solidão ou da felicidade, se organizariam. Mas, entendendo à segunda condição de realização do fetichismo, o objeto de consumo transforma-se no único objeto ou meio de realização dos desejos humanos. Os demais são abandonados.

Temos nessa análise um encantamento dos indivíduos diante da simbologia objeto fetiche. Disponível socialmente através das peças publicitárias que têm a missão de divulgar no mundo capitalista tais ilusões ou irrealidades. O encantamento do homem e a desmaterialização da mercadoria são possíveis graças ao fetiche que se desliga do “objeto normal”, ou melhor, da mercadoria; e se apresenta como “estilos de vida” que devem ser possuídos.

Os valores que são compartilhados socialmente recebem importância em uma comunidade cultural. Segundo Bruner (1997, p. 34), “os valores são inerentes a compromissos assumidos com ‘estilos de vida’ e os estilos de vida, em sua complexa interação, constituem uma cultura”, ou seja, na maneira do indivíduo lidar com seus valores, adota consequentemente estilo de vida que lhe proporcionará autoidentidade. Na análise feita por Bruner, podemos nos arriscar a fazer uma ligação teórica com a análise psicossocial dos ideais de consumo na contemporaneidade, explicitada por Severiano, tão presentes nos anúncios publicitários que demonstram pertencer aos objetos os valores sociais. Assim, podemos dizer que os valores do homem pós-moderno se encontram na mercadoria desmaterializada pelos signos compartilhados pela publicidade que lhes oferecem fantasmagoricamente atributos exclusivamente humanos; como inteligência, sucesso e atitude. Desta maneira, a busca pelo personalismo identitário do homem pós-moderno a partir das mercadorias passa a ser estilo de vida, valores a ser atingidos. Logo, os valores, segundo Bruner, não se constituem como produtos isolados dos indivíduos, chegam a ser prática compartilhada, então a cultura no contexto pós-moderno se resume a uma busca por estilos de vida que só podem ser atingidos pelo consumo. Transformam assim, o homem contemporâneo em mero consumidor de signos apresentados pela publicidade. (BRUNUER, 1997).

Romenik Queiroz.

sexta-feira, novembro 20, 2009

O dos outros e o nosso

Uma questão interessante que deve ser levantada é o comportamento que as pessoas devem adotar ou adotam quando os nossos interesses são os que estão sofrendo algum tipo de mitigação, perante o interesse de outros. Pego como exemplo uma situação que ocorreu com o nosso país e outra que está ocorrendo.

A primeira está relacionada ao que ocorreu com a nacionalização dos investimentos brasileiros na Bolívia por parte do presidente Evo Morales. Muito foi discutido sobre o que o Brasil deveria fazer, sobre o quão absurdo foi à ação do presidente boliviano, chegando os mais exaltados a erguer a bandeira de uma invasão brasileira.

A outra situação é mais recente e ainda não foi alvo de uma solução. Está relacionada ao desenvolvimento brasileiro de tecnologias ligadas ao desenvolvimento de combustíveis alternativos, com extração a partir da cana. Os biocombustíveis se apresentam como uma das alternativas para a dependência mundial em relação aos combustíveis fósseis e sobre os efeitos nefastos que esta tem sobre o meio ambiente.

Posto esses dois casos vamos considerar algumas situações e ver como deveria ser o discurso e como este é.

O primeiro caso é um típico de imperialismo. Um país utilizando dos recursos do outro, ressaltando que tal exploração ocorria a preços risíveis. Existe diferença entre o imperialismo brasileiro e qualquer outra forma de imperialismo? Uma vez contra a exploração estaniudense dos potenciais de outros países, inclusive no Brasil, não deveríamos ser igualmente contra a exploração brasileira a outros países? Esse foi um dos primeiros pontos a quais pessoas com opiniões sobre uma possibilidade modificam seu posicionamento quando o Brasil figurava como o opressor. Deveria existir essa diversidade de posicionamento?

O outro tema, biocombustíveis, é outra situação em que algumas pessoas podem sofrer um embate ideológico. A tensão entre a ideologia e o nacionalismo. O Brasil desenvolveu essa tecnologia, como é notório, e esta pode ser uma das grandes salvações para o globo para a questão ambiental. Qual deveria ser o posicionamento brasileiro em relação ao resto do mundo? A questão gira em torno da propriedade intelectual. Deveria está ser quebrada a patente em prol da humanidade, ou deveria ser mantida em prol de interesses particulares, por mais que seja uma nação, não deixa de ser um interesse secundário.

Boa parte das pessoas defende a ausência da propriedade intelectual, sendo o conhecimento pertencente à humanidade, não as pessoas específicas. O que deveria ocorrer seria uma utilização por parte da humanidade, não podendo ocorrer à submissão a interesses privados. Mas, mais uma vez, o Brasil encontra-se no pólo diferente da situação. Seu interesse será mitigado. Qual a resposta que deveria guardar compatibilidade com a ideologia daquele, mesmo brasileiro, que opta pela globalização da propriedade intelectual? Deveria ser pela concessão brasileira da tecnologia para os outros países, para que estes possam produzir.

O objetivo do seguinte comentário é justamente uma uniformização de opinião para situações onde o nosso está em detrimento, e que quando são os outros as pessoas são veementemente contra. Não é pelo fato de que interesses residuais possam vir a ser prejudicados que devemos deixar de lado posicionamentos anteriores adotados em certas situações, devemos manter a coerência ideológica e optar em todas as situações pela mesma solução, quando não há divergência substancial.

Por Evandro Alencar

sexta-feira, novembro 13, 2009

Liberdade de Compartilhamento


Um assunto bastante polêmico e hodierno é o da livre troca de arquivos entre usuários da rede mundial de computadores. O compartilhamento de arquivos é a atividade de tornar filmes, músicas, assim como diversos outros tipos de arquivos, disponíveis para download na internet.

Acontece, porém, que tanto a indústria fonográfica quanto cinematográfica tenta frear, a todo custo, o avanço desse novo sistema de distribuição de informação e de cultura. Ora, os grandes produtores não querem ter seus lucros reduzidos. Alguns desenvolvedores de programas de compartilhamento, kazaa e Napster, por exemplo, foram processados judicialmente nos Estados Unidos por promover o compartilhamento de arquivos.

Surge, então, a seguinte interrogação: O direito de lucro do produtor de um filme (por exemplo) é mais importante do que o meu direito de informação?

Certa vez um professor meu afirmou, durante uma de suas aulas, que repudiava, veementemente, o compartilhamento de arquivos. Acreditava ele, e acho que ainda acredita, que são mais importantes os direitos intelectuais do produtor do que o direito à informação gratuita.

Assim rezava a opinião do docente: “Ora, eu só assisto, ouço e leio aquilo que eu tenho como adquirir. O que eu não posso comprar eu não compro num camelô nem baixo na internet. Só leio um livro se tiver condições de pagar por ele, caso contrário, paciência.”

Talvez, para esse professor, não seja tão difícil obter o livro que tanto almeja ler, pois possui recursos para tanto. Mas será que aquele indivíduo de classe menos favorecida também não tem o mesmo direito à informação? Deve ele esperar eternamente para comprar o livro que ambiciona ler ou o filme que quer assistir? Até que ponto pode-se privar alguém do direito de informar-se?

A informação deve ser dispersa e, não, concentrada nas mãos dos mais afortunados. É inconcebível que ela permaneça ad infinitum sob o domínio das mesmas pessoas.

Alforriemo-nos intelectualmente!

Afinal, fazer dinheiro não é o objetivo da cultura.

Por André Felipe