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quarta-feira, novembro 11, 2009

Penso, logo existo?

É impressionante como hoje passamos a viver num mundo onde, cada vez mais, pensamos cada vez menos. É desde a mentalidade do concurseiro de plantão, cuja mediocridade do estudo reside no fim de só e somente só ser admitido em um cargo, nem mesmo interessando a atividade a ser desempenhada, até aqueles que passam uma parte da vida sentados num banco da faculdade sabendo que odeiam aquilo, mas esperam meio que uma providencia divina que os farão ter sucesso. Ainda mais, quando tentamos tomar um caminho oposto ao do "senso comum", somos taxados de tolos ou malucos.
Esquecemos hoje o que é o movimento estudantil. Estudar história só é importante enquanto matéria para o vestibular. Filosofia = lombra.
Quando pensamos em reivindicação, os conselhos são de que briga não nos leva a nada, e, mais tarde, poderemos precisar daqueles que queremos bater de frente. As amizades só possuem vínculo enquanto subsistirem interesses.
É ridículo quando simplesmente "criamos" um senso de moral ex nihilo para criticar os outros, sem quaisquer conhecimentos das circunstâncias e sem nem mesmo nos dar o trabalho de pensar o que faríamos se fossemos nós mesmos.
Talvez alguns dos pressupostos básicos da filosofia, criticidade e reflexividade, possam não ser tão fúteis assim.